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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Mudanças climáticas: cientistas sinalizam alterações significativas na América do Sul e Central

Segundo volume do quinto relatório do IPCC/ONU alerta para dificuldade de adaptação nos países mais pobres
foto: NASA/Wikimedia Commons
Desmatamento é uma das principais causas da aceleração das mudanças climáticas, em países como o Brasil - Foto: NASA/Wikimedia Commons

A região da América do Sul e Central, no segundo volume do quinto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), é uma das áreas do planeta que possuem tendências significativas nas mudanças na precipitação e na temperatura, segundo os cientistas. O documento foi divulgado nesta semana.

No Sudeste da América do Sul, deverá aumentar a frequência de precipitações anuais. Já na América Central e no centro-sul chileno esse processo tenderá a ser  decrescente.

Os pesquisadores observam que existe a associação da mudança no uso da terra com a degradação ambiental provocada pela a agricultura extensiva, que agrava os impactos negativos das mudanças climáticas.

Com isso, os cenários de expansão agrícola facilitam o aumento da precipitação e os ecossistemas frágeis são atingidos, como as bordas da floresta Amazônica e os Andes tropicais. Mais uma observação no documento é quanto à situação brasileira. Apesar de as taxas de desmatamento na Amazônia terem diminuído, desde 2004, para  4.656 km2, no ano de 2012, o Cerrado ainda apresenta, por exemplo,  altos índices de desmatamento , com taxas médias tão elevadas quanto 14.179 km2/ano para o período de 2002-2008.

Os cientistas também alertam sobre a perda da biodiversidade e dos ecossistemas da região, também por causas antropogênicas, que deverá resultar no aumento das taxas de extinção de espécies. Um dos cenários prováveis é de que até 2100, a distribuição de algumas aves e plantas será deslocada ao sul, onde existem menos habitats naturais remanescentes.

A pressão das atividades humanas sobre os ecossistemas costeiros e marinhos também já deixam suas marcas de ameaça a populações de peixes como com relação à destruição de manguezais, por causa do desmatamento e de outras conversões para a terra. O fenômeno de branqueamento dos corais tende a crescer, devido ao aquecimento dos oceanos e à acidificação.

O prejuízo à qualidade da saúde é mais um aspecto abordado na análise do IPCC,  como o aumento de doenças cardiovasculares e respiratórias e vetores de doenças de veiculação hídrica (dengue, diarréias, febre amarela, leishmaniose, malária) e doenças renais crônicas, além de traumas psicológicos.

O fator socioeconômico é um elemento-chave que pesa nas mudanças climáticas, na avaliação dos cientistas. Ainda persiste um nível elevado de pobreza em grande parte dos países, que resulta consequentemente em alta vulnerabilidade e dificuldade de adaptação; na América Central, a taxa é de 45% e na América do Sul, de 30% (dados de 2010). As melhores taxas de desenvolvimento humano são observadas no Chile e na Argentina e as piores, na Guatemala e Nicarágua (dados de 2007).

Na América Central, nordeste do Brasil e partes da região andina, com o aumento de temperatura e diminui cão das chuvas, a produtividade deverá ser afetada até 2030, aumentando a insegurança alimentar.

As medidas de adaptação no contexto desses quadros convergem, de acordo com os cientistas, para o melhor uso da água e investimentos em bioenergia, como também melhoramento genético. Avanços na produção do bioetanol de segunda geração a partir da cana-de-açúcar e de outras matérias-primas  são considerados importantes medidas de mitigação (redução de danos).

Todos os aspectos estudados até agora pelos cientistas no quinto relatório, incluindo o primeiro volume, que trata da base das ciências físicas, podem ser consultados no site:  http://www.ipcc.ch/report/ar5/wg2/.


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