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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não é ficção

Pesquisadores brasileiros criam telas multimídia com papel transparente e dobrável
Pesquisa FAPESP -
© Imetro
Protótipo de tela flexível transparente recebe carga elétrica no laboratório do Inmetro
Será provavelmente dispensável em uma viagem no futuro acomodar o notebook numa pasta ou mochila – bastará dobrá-lo e enfiar no bolso. Esse avanço tecnológico se tornará realidade quando as telas flexíveis de diodos orgânicos emissores de luz, os chamados Foleds (da sigla flexible organic light emitting device), chegarem ao mercado num futuro próximo. Vários fabricantes de equipamentos eletrônicos, como Sony, Philips, Fujitsu, e grupos de pesquisa no mundo perseguem esse objetivo, entre eles uma equipe de pesquisadores brasileiros do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp), do campus de Araraquara, no interior de São Paulo, e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), no Rio de Janeiro. Recentemente, eles desenvolveram o protótipo de um Foled que utiliza um substrato inédito baseado em biocelulose, uma espécie de papel transparente batizado pelos pesquisadores de biopaper, com transparência superior a 90% na região visível do espectro eletromagnético, o que significa deixar passar quase toda a luz incidida sobre ele. O grupo de pesquisadores, que está elaborando um pedido de patente do dispositivo, apresentou a novidade à comunidade científica internacional em dezembro de 2008 por meio de um artigo na revista Thin Solid Films.

Além de computadores de mão, os papéis eletrônicos flexíveis também são esperados para uso em painéis publicitários, revistas e jornais eletrônicos, cardápios de restaurantes e cartazes em lojas, por exemplo. Considerados uma das mais promissoras tecnologias de vídeo e imagem do futuro, os Foleds são uma resposta aos esforços para obtenção de um dispositivo eletrônico que combine as propriedades ópticas do papel, como alta refletividade, flexibilidade e contraste com a capacidade dinâmica das telas digitais convencionais que equipam notebooks, telefones celulares e PDAs, os pequenos computadores de mão usados no comércio e em restaurantes. De início, o substrato mais utilizado para a preparação desses dispositivos foi o vidro, material transparente e com boa resistência mecânica, mas com uma limitação evidente: a dificuldade de se fabricar telas e outros equipamentos flexíveis ou dobráveis, porque o material sofre fraturas com facilidade. A segunda aposta recaiu sobre materiais poliméricos, que permitem a obtenção de sistemas mais leves, flexíveis e portáteis, sem perder a transparência e a resistência necessárias. Diversos polímeros, incluindo o PET, sigla de poli (tereftalato de etileno), acetato de celulose, policarbonato e poliuretano, têm sido usados para a produção de dispositivos flexíveis. O problema é que, além de serem sintéticos ou derivados de petróleo, requerem diversos tratamentos adicionais para gerar um material ideal e, na maioria das vezes, não são biocompatíveis nem biodegradáveis.
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